Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Só a mim é que acontecem estas coisas

Ja agora, aproveito para contar outra história embaraçosa para mim que pouca gente sabe.
No dia do meu casamento estava um pouco nervoso. É que eu nunca gostei de ser o centro das atenções e ter muita gente a olhar para mim, mesmo que sejam da família, não me deixa muito à vontade.
Andava um bocado distraído nessa manhã e, quando fui fazer a barba, peguei numa bisnaga pequena de pasta dos dentes a pensar que aquilo era gel de barbear. Correu tudo bem até começar a chorar por causa do odor a mentol ou fluor, ou lá o que aquilo tinha.
E depois ficamos com a fama de sensíveis porque choramos no dia do nosso casamento...

publicado por LuisM às 00:35
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O Ozonol


Durante algum tempo a minha alcunha, para um determinado grupo de amigos, foi Ozonol. Lembrei-me agora desta história depois de ver um anúncio.
O que aconteceu foi muito simples: Estava com esses amigos a passar uns dias numa povoação para os lados de Coimbra quando tive uma ruptura muscular na perna direita. Agora o mais interessante é a forma como essa ruptura aconteceu. Na altura ainda era bastante novo e não pensava. Foi há uns 3 anos. Estávamos todos a passar o fim de semana numa terra lá para os lados de Penela, chamada Carvalhais, quando soubemos que na aldeia mais próxima havia baile. Soubemos isto porque vimos afixado numa parede um papel a publicitar o artista. Dizia apenas: "Rui Mendes e o seu Instrumento" (é mesmo verdade). O pessoal ficou logo a pensar qual seria o tipo de instrumento que o Rui Mendes tinha. Quando lá chegámos vimos que era um Roland.
Depois de dançarem (eu não danço) fomos ver um jogo típico destas aldeias. Para este jogo é necessário um martelo, pregos e um tronco. O objectivo deste jogo é espetar um prego de 20 cm, totalmente, no tronco. Os jogadores vão martelando o prego, à vez, até vencerem.
Foi então que os meus amigos tiveram uma ideia excelente. O ultimos a espetar o prego no tronco tinha de ir para casa sentado no capot de um dos carros. E pronto, lá jogaram e um deles perdeu. Quando iamos para casa parámos os carros e obrigámos o nosso amigo a sentar-se no capot para fazer assim o resto da viagem. Eu, que ia no carro de trás, tive a grande ideia de lhe tirar uma fotografia. E comecei a correr atrás do carro, que até ia devagar. Mas a minha amiga apercebeu-se que ia alguém a correr lá fora e, sem saber quem era, acelerou um pouco mais. E eu também acelerei a corrida. Foi então que se deu a ruptura e acabei por passar o dia de domingo com Ozonol no perna.
Ah, a algum tempo depois dei um jeito nas costas num salto para a piscina e precisei outra vez do Ozonol. Confirma-se que aquilo é bom.

publicado por LuisM às 00:10
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Tesourinho Deprimente Pessoal

Algumas pessoas necessitam de anos de carreira para ter aquilo a que os Gato fedorento chamam de Tesourinho Deprimente. Eu consegui um em apenas cinco minutos...



Não tenham dúvidas de que isto aconteceu por ter andado tantos anos a gozar com este senhor e com este momento:


publicado por LuisM às 19:09
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Base Escola de Tropas Pára-Quedistas

Depois de acabar o curso na BA2 (Ota) fui colocado na BETP, numa altura em que os Pára-Quedistas ainda estavam ligados à Força Aérea. Isto foi nos anos de 1991-1993. Este foi, sem dúvida, o melhor tempo que passei nas forças armadas.
Apesar de não ser pára-quedista integrei-me rápidamente neste ambiente. Estamos a falar de uma base militar em que a disciplina e o rigor eram levados ao extremo. Para tomar o pequeno-almoço, almoço ou jantar tínhamos que formar em frente das camaratas e depois ir a marchar até à messe. Fizesse chuva ou sol.
Os páras são diferentes dos outros porque existe bastante disciplina e respeito. Desde o comandante da base ao soldado, o tratamento era igual para todos. Foi um ambiente que, em 9 anos de tropa, só vi aqui.
Quando chegava a sexta-feira e era a altura de sair para ir passar o fim de semana a casa tinhamos que colocar-nos em sentido em frente ao PQ que estava na porta de armas (na foto em cima) para ele verificar se estávamos devidamente fardados.

Á entrada da unidade encontra-se o Monumento às Tropas Pára-quedistas. No meu primeiro dia nesta Base disseram-me que quando entrasse ou saísse da unidade deveria passar em frente do monumento e prestar homenagem com uma continência "Aqueles em Quem Poder Não Teve a Morte". No meu último dia, parei em frente do monumento, pousei as minhas coisas e estive alguns minutos parado a pensar como tinha orgulho em ter estado naquela Base e ter tido a oportunidade de conhecer por dentro as nossas tropas pára-quedistas.





Ainda hoje tenho este crachá que usava na farda e que identificava a unidade.
Como Cabo Especialista de Informática, a minha função principal foi fazer recolha de dados do pessoal militar e ainda coube-me a mim iniciar o processo de Informatização da Base, com a instalação de computadores nos diversos departamentos e ainda dar Formação ao pessoal que iria operar com o equipamento.

A 1 de Janeiro de 1994, resultante da passagem do Corpo de Tropas Pára-quedistas para o Exército, a BETP deu origem à actual Escola de Tropas Aerotransportadas (ETAT).

Eu saí desta Base e fui directamente para o Estado Maior da Força Aérea em Alfragide. A primeira grande diferença é que usava um corte de cabelo mais curto do que os outros. Depois, descobri que os oficiais eram, na sua maioria, uma cambada de palhaços a brincar aos militares. Os pilotos eram os piores. A adaptação aqui foi mesmo muito difícil... lembro-me de ir com mais dois amigos, passar por um tenente (piloto) e fizemos continência. Ele estava a falar com uma rapariga, possivelmente a namorada. Chamou-nos, fez com que voltássemos para trás e fizéssemos novamente continência, pois não tinha visto. Depois de sair de um ambiente como o dos Pára-Quedistas isto custou bastante.

publicado por LuisM às 23:06
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Sábado, 14 de Abril de 2007

Base Aérea da Ota


Esta foto foi tirada em 1991 no fim de um dia de aulas no CFMTFA (Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea), na Base Aérea nº 2 na Ota.
Lá em baixo ficam as camaratas e para trás estão os hangares transformados em salas de aula. Aqui, dava-se formação para as várias especialidades dos Cabos Especialistas. Lembro-me bem que no meu primeiro dia aqui como escolinha chamaram-me ao bar dos especialistas para pagar uma rodada aos mais velhos. Quando ia pagar a conta eles viram o meu cartão de sócio do Benfica e disseram "se és do Benfica és dos nossos. Podes ir embora e chama um dos outros". O outro rapaz só voltou a altas horas da manhã depois de uma noite de praxe. Bons tempos.

publicado por LuisM às 21:15
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